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mp3 (salve destino como)
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Das
Cinzas *
*ao vivo no ForCaos 2003 (antiga formação)
- participação especial de Vocal Z, do
Quarto 237
Obs.:
novas faixas estarão disponíveis para download tão
longo o preview do EP tenha sido lançado, o que está marcado
para julho.
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letras
As
letras abaixo correspondem às músicas do atual repertório
da banda - daí certas letras das músicas do CD demo não
constarem aqui. Breve novas letras serão acrescentadas.
Clique
no título da letra que desejar
::Minhas
Asas Extirpadas
::Das
Cinzas
::Infernorama
::Ctrl
+ Alt + Del
::Tecnópole
::Amálgama
::No
Absurdo, A Distopia
::Sublime
e Imaterial
::Minhas
Asas Extirpadas::
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A
lucidez delirante dando lugar à humilhação
As linhas descontínuas da rocha escura
As silhuetas das cruzes em meio à névoa
As lágrimas de súplica dos anjos
O
solo úmido do santuário necrófilo
O céu rajado de vermelho-sangue-de-minhas-veias
O eterno embate noir entre luz e sombra
Os frutos estranhos de uma terra proibida
::Das
Cinzas::
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Quem
um dia iria dizer
Que o horror dessa febre
Onde o parasita do tempo
Fez a sua morada
A partir dos restos
Desse cadáver que nos abraça
Iria acontecer?
Impiedoso
é o sorriso
Da crueldade de plástico
Que fez o morro chorar
Agora o malandro, o boêmio
Não sai mais para brincar
Nem viver a sua arte
Nem vadiar ao luar
Hoje
o samba morreu
(la laiá laiá la laiá!)
Nem pode dar o seu
Último grito de dor
O próprio tempo parou
Mas não foi pra te ouvir e
(choveu!) choveu, choveu (...)
É
o fim da alegria mestiça
Da lembrança amarga e antiga
Convida a mulata a jogar
A escova no espelho, mutilou
Estilhaçou a si, ao povo do morro
Saiu em última homenagem
Sob tempestade cerrada
E
os barracões queimaram
E as alegorias também
Que os anjos digam amém
Para quem vem, para quem vai
Mas não olhe pra trás
Não adianta chorar
Como o boêmio chorou
E
emerge do fogo, emerge do fogo, mas mantenha-se
[andando na superfície
E emerge do fogo, emerge do fogo, mas mantenha-se
[andando na superfície
Ele dorme sob um outdoor da Coca-Cola
E não tá nem aí pro sobe-e-desce da Nasdaq
Seu guarda-chuva são um monte de arames farpados
E pequenas luzes que piscam em série
A chuva ácida cai sobre a cidade cinza
E ele vê versos correndo sobre o asfalto molhado
Nessa hora é todos nós, todos nós pensando
Pensando que os novos tempos nos subjulgaram
::Infernorama::
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(Observação.
Tecle "enter".)
(O que parece a você?)
(No fundo só há o homem...)
(..."emaranhado de fibras óticas"...)
Sangue
e suor a ferro e fogo sobre o asfalto quente
Subvertendo o altruísmo de qualquer inocente
Semente
Da inevitável extinção da tão traumática
presença humana na terra - Infernorama
Quando
não podemos ir além
Quando as certezas nos escapam
Mas
todos insistimos em continuar martelando
Como se fosse um profundo trauma insuperável
Onde o inimigo veste um uniforme igual ao meu
Onde o outro lado do espelho também espiona meu eu
Meu
eu
Meu
eu
Instinto
animal
Instinto animal
O novo desafio qual será?
Uma nova presa devorar?
Basta
De não
Conseguir chegar a algum lugar
Fugir
Deste
Destino empurrado à força para nós
Devaneios
lúgubres, mentes insanas
Duas semanas
Trancado no quarto tentando digerir tantos porquês que nunca irei
achar
Senão confrontando a dor que a todos teima em subjulgar
::Ctrl
+ Alt + Del::
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para o topo
Depois
de uma vida inteira à procura de paz
Precisei me perder para tentar quase me encontrar
Entre infinita amargura, paranóia e caos
Conectado em corpo e mente, gigabytes sempre a carregar
Tão
estranhos e perdidos nessa mímica
Frenéticos elétrons e estroboscopia química
Piscam aceleradamente ao meu redor
Meus sentidos todos convergindo para um só
Mas
sei que nesses versos Eu encontrarei meu lar
Paredes rachadas por gritos de desespero, você está fora
de controle
Marcas de mão arrastadas, desejo de morrer silenciosamente e mesmo
assim nós
Permanecemos sempre caminhando com o peito dilacerado e o olhar distante
(e
mesmo assim permanecemos juntos, mas ainda tão sós)(...)
Depois
que passei a noite inteira à procura de paz
Tudo que eu encontrei foram apenas mais motivos para chorar
Entre infinita amargura, paranóia e caos
Conectado em corpo e mente, gigabytes sempre a carregar
(e
a quem bastará?)(...)
::Tecnópole::
voltar
para o topo
Sobreviver
assim
Não é nada fácil para mim
Se não existe paz aqui
Por que ir até o fim?
Sobreviver
assim
Não é nada fácil para mim
Se não há justiça aqui
Por que ir até o fim?
Eu
brotei no coração da tecnópole
E a policromia trêmula me ofuscou
Eu corri, corri, ninguém me enxergou
Porque o sinal fechou e a multidão cruzou a faixa
Cegamente mergulhados na pluralidade
Egos inflados e aprisionados na redoma
Naquela zona piscam nomes iguais ao meu
Marionetes de um nada piedoso deus
(deus!)
(que deus?)(...)
Não
há justiça aqui
Senão aquela que fazemos com as próprias mãos
Não há justiça aqui
Este
é o episódio final
Nenhum herói vai nos salvar
Este é o episódio final
Não há mais nada no que acreditar
Linguagens
visuais múltiplas e confusas
Transeuntes comportando-se como zumbis
Calor, buzinaço, outdoors, o ar intoxicante
Eu me pergunto: onde tudo isso vai parar?
(onde
tudo isso vai parar)(...)
::Amálgama::
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para o topo
Sensações
oníricas
Tão sombrias quanto íntimas
Eu não sabia que seria assim que o mundo iria acabar
Realidade fria
Esperança quase ínfima
Enquanto ante à tecnologia o mundo se ajoelhar
Ainda
que você estivesse aqui
E partilhasse
Dos meus mais insanos pesadelos
Octápodes
Circuitos
interligados
Forjados em silício
Meu tempo cada vez mais escasso
A História retorna ao seu início
Terror
corre
Em minhas veias
Tece n'alma
Tênues teias
Que
em sua perfeita simetria desenham meu entristecido rosto
Corroendo o que restou de minha sanidade pouco a pouco
O
que fazer quando o objeto de seu maior medo
Passeia errante pela geografia de seu corpo
Trêmulo! Porque nada mais somos que crianças
Amedrontadas e desprotegidas
Até quando temos que esperar pelo juízo final
Que nos resgatará desse simulacro de vida irreal
Onde fingimos que somos filhos legítimos
Desta terra que nos pariu
Em carne, osso e sangue
(E
não feito máquinas)(...)
::No
Absurdo, A Distopia::
voltar
para o topo
Realmente eu não sei
Por quanto ainda hei
De suportar o fato de que a vida não é como sempre imaginei
Na
paradoxal fé cética
Na crença de em nada acreditar
Encontrei a ilusão de que minha ira ela pudesse para sempre aplacar
Sedativo
para almas inquietas
Que preencha as lacunas mais inomináveis
Que
me faça acreditar que a dor se foi
Pelo menos até a hora em que o sol se pôr
Porque
A
noite é meu território natural
Onde não há distinção entre o bem e o mal
Onde todo existencialismo se torna banal
Onde somos todos condenados à pena capital
Mas
se houvesse alguém
Que me estendesse a mão
E me dissesse que sim
Que existe solução
Que me fizesse parar
De verter lágrimas em vão
Que
lave este sangue de minhas mãos
Que
lave este sangue de minhas mãos
Que
lave este sangue de minhas mãos
Que
lave este sangue de minhas mãos
::Sublime
e Imaterial::
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para o topo
Dentro do meu museu imaginário
Irrompe a tempestade que vai me levar
Até o momento sufocante em que escreverei
As linhas finais de minha biografia
Era tudo que eu não queria
Alheio ao fato de que toda essa auto-piedade
Possa parecer patética ao meu algoz
Na catarse póstuma, pairo sobre a cidade
E reexperimento uma vez mais
A dor de todos os meus ais
Mas tudo fica para trás
Vivendo ou morrendo, tanto faz
E tudo é tão sublime e imaterial
E tudo é tão sublime e imaterial
E tudo é tão sublime e imaterial
E tudo é tão sublime e imaterial
É a ferida aberta que jamais cicatrizará
É a mútua atração entre as faces espelhadas
É a falha no sistema que traz a perda de bilhões
Decodificação de tantas leituras possíveis
(...)
É a impressão de já ter visto o mesmo filme antes
É a sensação de liberdade que as drogas trazem
Desordenada fragmentação do cotidiano
Não somos mais contemporâneos
De!
Nós!
Mes
...mos!
Os sobreviventes quantos são
Os sobreviventes quantos são
Os sobreviventes quantos são
Os sobreviventes quantos são
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